A névoa ocupava todo o espaço escuro, transformando o que estava ao redor em vultos cinzentos e imprecisos. Não havia vento, mas a fumaça arroxeada se movia rápido, abafando os sons e escondendo o que estava a poucos metros de distância.
Dentro dessa bruma, figuras vivas e distorcidas estavam posicionadas em um círculo. Elas permaneciam imóveis, quase fundidas à névoa, mantendo um canto sincronizado. Entre elas, um rapaz levantou algo com as mãos. Sua silhueta tremeu no nevoeiro, até estabilizar-se quando inclinou-se para o meio do círculo.
Ele segurava um pote retangular, vertendo o conteúdo sobre a terra batida. O líquido viscoso atingiu o solo, espalhando-se em um tom de verde pálido que parecia brilhar fracamente sob a penumbra, levantando também o cheiro forte de menta.
No centro exato daquela mancha, cercado pelo círculo de pessoas que não ousavam cruzar o limite invisível, repousava um pequeno laço de fita preta. O objeto estava gasto, com as pontas desfiadas, permanecendo completamente estático enquanto o sorvete derretido de queijo com menta o cercava.
Os lábios de Astra moviam-se de forma não natural, e a sombra debaixo de seus pés sofreu um tranco violento. A mancha escura inflou e se descolou da lama, ganhando altura com uma rapidez agressiva. Seu Gengar Mega Evoluído ergueu-se atrás dela, uma massa de sombra sólida que ocupava o espaço entre as lápides, sustentando seu sorriso imenso, cujas fileiras de dentes brancos brilhavam sob o reflexo azulado das velas.
O ritmo era estabelecido pelo som seco de madeira batendo contra a terra. Spencer, de ombros curvados, golpeava o chão com a ponta de sua bengala. A cada impacto, um gás denso e acinzentado escapava de sua boca, moldando o corpo do Haunter que agora pairava sobre ele.
Por trás das lápides que a névoa ainda não havia engolido, formas começaram a se desprender da escuridão. Eram dezenas de olhos e contornos translúcidos que flutuavam baixo, aproximando-se silenciosamente até o limite da luz das velas.
Pokemon fantasma pareciam entrar em transe, observando o círculo enquanto a fumaça arroxeada passava entre seus corpos imateriais.
A voz mais aguda e melódica vinha de Phoebe, sobrepondo-se ao batucar da bengala de Spencer. Das costas dela, o seu Dusknoir se projetou para fora. O olho escarlate no centro do rosto do Pokemon abriu-se, cortando a névoa, enquanto o vazio em seu peito ressonava em sincronia com o canto. — Pela fita, pelo nó... — ela cantou, mantendo o olhar fixo no laço preto. Ao lado dela, Allister fazia movimentos trêmulos. Sua máscara parecia apertada contra o rosto, fundindo-se à pele sob a luz azulada. A sombra do garoto expandiu-se pelo chão até cobrir os pés de todos os presentes, e dela o seu Gengar emergiu com os olhos vermelhos brilhando logo atrás de Allister.
— O q-que é alma não v-vira pó... — a voz dele saiu abafada pela máscara e hesitante como o habitual.
No canto oposto do círculo, a Banette Anna movia seus braços. Ela murmurava o ritmo da canção enquanto seus dedos de pano trabalhavam como se estivesse puxando fios invisíveis. Ela agia sobre as sombras projetadas pelas velas, costurando as bordas da escuridão dos outros treinadores em um esforço para forçar o centro do círculo a ceder.
— Busca o nome, traz o rosto, o silêncio é o nosso imposto...
Diego mantinha o corpo rígido em seu lugar no entorno do círculo. A pele pálida e as olheiras fundas, que se destacavam acima da gola alta do casaco, eram o único sinal visível do desgaste físico que ele ignorava. Seus olhos não desviavam do laço preto. Conforme o canto ganhava força, uma névoa mais escura começou a brotar de seus poros. Sua Dark Aura manifestou-se, subindo para envolvê-lo como uma chama crepitante.
— Onde o dia não alcança e a sombra se faz, o portão se balança, mas não traz a paz... — As vozes de Diego, Astra, Spencer, Phoebe, Allister e Anna fundiam-se sob as velas.
Diego não desviava o olhar do centro. A Dark Aura que emanava dele tornou-se tão densa que começou a distorcer a visão do que estava do outro lado do círculo, como uma cortina de fumaça pesada que bebia a luz azul das velas.
Nas suas costas, as sombras movimentavam-se mais apressadas, aos poucos eram espremidas e ganhavam estrutura física. Duas projeções rígidas e irregulares romperam a névoa, esticando-se para o alto como galhos negros, arqueando-se em uma versão incompleta e sombria de asas.
— Vem do escuro, vem do nada, pela trilha abandonada... — o grupo repetia, as vozes subindo de tom enquanto o solo sob seus pés começava a vibrar cada vez mais constante.
O laço de fita preta no meio da mancha verde estremeceu. Sob a força do que Diego estava fazendo, o objeto se descolou da terra, subindo devagar enquanto o sorvete derretido de queijo com menta parecia ferver, com bolhas estourando na superfície viscosa. Os Pokemon fantasmas que cercavam o local deram um passo coletivo à frente, os olhos de todos estavam fixos na levitação do objeto, como se também esperassem que o véu se rasgasse ali mesmo.
Pelo rastro que ficou
Busca o nome, traz o rosto
O silêncio é o nosso imposto
Onde o dia não alcança e a sombra se faz,
Vem do escuro, vem do nada, pela trilha abandonada
Gire a roda, tece o fio, abre o véu do rio frio
Gire a roda, tece o frio, abre o véu do rio frio
— Frou?
Furfrou levantou-se de trás de uma lápide onde estava escondida esperando tudo passar. Ela correu até Diego, mostrando preocupação pelo olhar enquanto ele apertava os punhos com força. As asas de suas costas se retraíam, desfazendo-se em sombras.
— Não deu certo, Furfrou... Eu segui todos os passos dessa merda, por que não consigo encontrá-la? — Sua voz engrossou, distorcendo-se conforme se irritava mais.
— Couf... — Furfrou encolheu o pescoço, baixando as orelhas.
— Talvez ainda tenha algum livro escondido na biblioteca do Sea Mauville — Diego levou uma mão à testa, afundando-a no cabelo. — Ou encontre outro objeto mais pessoal na casa dela... Não posso perder tempo, vamos partir agora.
— Até trazê-la de volta — ele tentou continuar andando, mas Astra segurou sua perna com as duas mãos, se colocando de joelhos.
— É m-muito fácil se p-perder... — Allister murmurou, apoiando-se nos braços de Gengar para se levantar. — E-Esse caminho é traiçoeiro.
— Não é sobre isso, jovem! — Spencer franziu a testa. Haunter o levitava para que voltasse a ficar de pé, apoiando na bengala. — Nossos Pokemon e nossos corpos estão exaustos... Sentimos toda a sua dor a cada vez que nos obriga a fazer isso. Todos nós tivemos contato com o sobrenatural, isso mudou nossas vidas, aprendemos que existem regras que não podem ser quebradas. Por mais que sinta falta dela...
— Não chegue ao ponto que Marnie chegou — Astra continuou, vendo a expressão amarga do garoto. — Leuri não iria querer isso.
— Nós não podemos permitir isso — Astra se juntou aos outros, que encaravam Diego com Dusk Balls em mãos. — Para o seu bem, Diego, este é seu último aviso.
— Frouuu... — Furfrou se viu no meio do conflito, mas Diego apertou os olhos, não hesitando.
Astra mostrou uma expressão horrorizada enquanto seu corpo perdia as forças tombando para frente como se sua alma se esvaísse, ao mesmo tempo que Gengar, Mega Evoluído, atravessou seu peito rodeado por sombras púrpuras.
— Trevenant, Forest's Curse! — Diego arremessou uma Dusk Ball para frente.



— ? — Diego viu a fumaça mudando para vários tons de cores até dispersar-se completamente. Seu olhar foi guiado para a origem delas.
— Furfrou! — Diego chamou e sua parceira correu para a frente dele, rosnando para a sombra que se arrepiou e voltou a ter a forma de Sableye.
— Wild Charge! — Diego abriu os braços para frente enquanto as cordinhas de seu casaco balançavam com o vento.
— Está forte... — Phoebe cerrou os punhos. À sua frente, Sableye estava caído e rodeado por fumaça, e dois feixes retornavam Malamar e Thievul para suas Pokeballs. O garoto deu os ombros, tendo data a batalha como vencida, mas ela não podia aceitar isso. — Sabe o que eu acho mais triste ainda?
Diego virou-se novamente, olhando-a com desdém. O Mega Gengar de Astra voltou a emergir do solo, ao lado da Banette Anna.
— Pode ter razão, eu não estou... Mas isso me deu uma ideia de pra onde devo ir agora.
— Frou? — A poodle o olhou temendo ter entendido.
Os olhos de Diego acenderam em vermelho e ele levantou uma mão, puxando pelas sombras do chão que se emaranharam ao seu redor, quase como redemoinhos sombrios. Phoebe e os demais olharam assustados enquanto ele regressava Furfrou para sua Love Ball, sendo consumido.
— Está tentando ir até onde penso que está? — Phoebe correu para perto, mas recuou com a pressão das sombras.
— Ele não vai te ouvir — Spencer impôs a voz. — Volte, Diego!
— Vou fazê-lo me ouvir! — Diego disse antes de desaparecer nas sombras, deixando todos para trás.
— Ah! — Diego precisou se apoiar mais ainda no chão quando uma explosão fez todo o salão tremer. Ele levantou a cabeça, conseguindo vislumbrar alguém que já conhecia, iluminado pelas chamas enquanto seus ouvidos zumbiam.
Yveltal, Deus do Submundo, um dos 12 maiores Deuses do Coronet e o guardião do Domínio dos Mortos. Ele voava de um lado para o outro pelo espaço amplo.
— O que todos vão pensar de mim agora?! — Sua agonia ressoava por todo o salão, espalhando aura obscura por todo o ambiente e invadindo a mente de Diego.
A aura de Yveltal escurecia ainda mais o salão, deixando as chamas das tochas mais fracas, roubando sua vitalidade. Diego sentiu uma fadiga, mas aguentou de pé, cerrando seus olhos naquela forma de grande ave de rapina escarlate com veias negras por todo o corpo que era habitual de Yveltal assumir.
— Ah, colapso de ego... — Diego cruzou os braços, escutando as lamúrias da divindade. Conhecia bem como aquilo funcionava.
— Coooouf! — Furfrou fechou os olhos assustada, mas não sentiu nada de diferente. Ela se voltou para Diego, surpresa ao vê-lo sustentar um sorriso doído.
— Não se preocupe, Furfrou, estou te protegendo — ele disse, piscando com um olho. — Ele só vai me escutar se lutarmos. Preciso da sua ajuda, vamos combinar nossas habilidades para chamar a atenção dele.
Mesmo receosa, Furfrou assentiu, se posicionando à frente de Diego. O garoto soltou um suspiro, entortando levemente o corpo com os braços para frente. Uma de suas mãos caídas e pálidas faiscou em sombras e ele a apontou para a Pokemon.
— Use Wild Charge!
As orelhas de Furfrou balançaram quando seus pelos espetaram energizados por cargas elétricas, envolvendo-a totalmente na eletricidade. Ela avançou pelo salão escuro como um foguete luminescente, usando da estrutura do trono de Yveltal para ganhar mais impulso até ele.
— Hm? — Os olhos azuis vazios de Yveltal acenderam-se em vermelho, percebendo a luz de Furfrou. — Não vê que eu quero ficar SOZINHO?!
— Argh! — Diego rangia os dentes enquanto levantava sua mão de sombras.
Inesperadamente, o chão se rompeu numa pequena fenda de onde uma mão de ossos emergiu. Logo um esqueleto ergueu-se, agarrando Furfrou antes que ela caísse.
Os pelos de Furfrou eriçaram e ela levantou o rosto. Em sua boca, anéis obscuros começavam a surgir, girando e entrelaçando-se, fazendo uma pressão que levantou seus pelos do rosto, sendo possível ver seus olhos. Ela rosnou jogando o corpo para frente e os anéis estenderam-se em linha reta na direção de Yveltal.
— Furfrou, Facade!
Saltando pela estrutura do trono de Yveltal, Furfrou chega até ele, envolta numa aura laranja que faz seus pelos brilharem. Ela se lança sobre ele, fazendo seu casulo chacoalhar.
— Ah! — Diego saltou, agarrando Furfrou antes que ela caísse no chão. Ele cai sentado com ela, que lambe seu rosto.
— Você? — Yveltal finalmente o percebe, e sua aura para de pressionar o ambiente, devolvendo suas cores e a vitalidade do fogo das tochas.
— Yveltal, eu exijo uma audiência com você — Diego disse, se levantando com os punhos cerrados e o peito estufado.
— Ah, você exige? — desdenhou, gargalhando a seguir.
Yveltal acomodou-se no trono, apoiando o peso do corpo esguio contra o encosto vermelho. Suas garras rasparam de leve na pedra, fazendo um chiado agoniante.
— Acha que tem alguma autoridade aqui para exigir algo de mim? Só pode ter perdido a noção.
— Eu escutei seu chororô, não me parece que você esteja num bom momento.
— Eu vim para falar sobre a Leu...
— Veja isso! — Yveltal o interrompeu.
Um conglomerado de sombras se formou por cima de Diego, que recuou para trás em confusão quando um pergaminho se materializou, rolando infinitamente por todo o chão do salão.
— Essas são as consequências da última brincadeira de vocês. Eternatus soltou todas as bestas que estavam aprisionadas há séculos, e como você bem sabe, elas foram criadas para se opor a nós. Uma delas em especial fez uma visita ao meu reino... Se chama Pheromosa. Ela foi criada especificamente para me destruir, e já começou me estressando já que capturou o Marshadow. Agora quem vai cuidar dos mortos? Eu não vou! Eu já faço coisas demais e não sou reconhecido por metade!
— Eu não sei quem é Marshadow, mas eu vim aqui porque a Leuri...
— Marshadow é o ceifador — Yveltal o interrompeu novamente. — O trabalho dele é guardar as malditas Portas da Morte. Mas como ele foi capturado, Pheromosa acorrentou as Portas e as chutou para o Tártaro. Consegue imaginar as consequências disso?
Diego sentiu um arrepio ao escutar aquele nome. Havia aprendido que o Tártaro é uma força primordial tão antiga, tóxica e perigosa que até os deuses têm pânico de pisar lá, pois perderiam seus poderes ou seriam destruídos pelas criaturas locais. É para lá que foram banidos os piores monstros da história...
Furfrou cheirava o pergaminho, mas ele se enrolou de supetão, a deixando arrepiada. Numa forma mais compacta, subiu até o trono de Yveltal, que encolheu-se levemente ao redor do próprio corpo. Diego sabia como ele podia ser mimado, mas dessa vez parecia assustado também.
— Se eu descer até lá e lutar com algo feito para me anular, posso me esgotar por completo — Yveltal admitiu, com a voz mais baixa. — Não posso correr esse risco. Não agora.
— Bom, eu te desejo boa sorte com os seus problemas — Diego deu um passo à frente. — Mas eu vim até aqui atrás da Leuri. Estou aprofundando todas as minhas técnicas de invocação, mas ainda assim não consigo falar com ela. Não pode ter sido o fim, não daquele jeito!
— Não está errado, ninguém consegue morrer de verdade agora — Yveltal rebateu, mas seu tom de voz não carregava o típico desprezo, estava mais estressado. — Com o Marshadow mantido prisioneiro, as almas não são guiadas. Se você quer encontrar a sua garota, vai ter que limpar esse caminho. Ela deve estar presa no fluxo de almas do Érebo, vagando sem rumo como todas as outras que chegaram recentemente.
— Então ela ainda está aqui!
— Frou!! — Furfrou saltou ao vê-lo sorrir e seu rosto ganhar cor.
— Consegue me levar até ela?
— Se ela estiver mesmo aqui, é claro — Yveltal disse, reclinando-se em seu trono. — Mas talvez possamos colaborar. Se recuperar as portas da morte para mim, posso ajudá-lo com a garota.
— Está me pedindo para fazer o seu trabalho?
— Existem leis que estão além de mim e de qualquer outro deus, Diego. Se eu interferisse diretamente marchando um exército até Pheromosa, isso ocasionaria uma guerra que destruiria tudo antes mesmo de Eternatus recuperar seu poder completo. Heróis, como você, são os únicos que conseguem agir abaixo do radar do destino.
— Mas... Essa bagunça toda também é sua culpa! Leuri e eu não pedimos para nos envolver em nada disso e...
— E você acha que isso vai ficar restrito ao meu domínio? — Yveltal inclinou o corpo para a frente, o seu rosto imenso aproximando-se de Diego. A aura obscura deu um leve estalo no ar. — Essa bagunça vai sangrar para o mundo dos vivos. Vai causar problemas na superfície, na sua realidade, com as pessoas que você conhece. Se o fluxo de almas não for restabelecido, o colapso vai engolir os dois mundos. É preciso recuperar as portas da morte, antes de qualquer outra coisa.
— Tem tanto medo assim? — Yveltal afastou o rosto, e Diego olhou para sua sombra no trono. — Então talvez deva voltar para a sua vida e esperar o destino agir.
O ambiente estava muito escuro, o que conseguia enxergar era graças a fraca iluminação que escapava pelas frestas de uma porta no teto, sendo possível alcançá-la por uma escada.
— Ele me expulsou... Eu não acredito que esse foi o mais perto que cheguei de encontrá-la, tudo para ele me mandar embora depois de eu não aceitar sua chantagem — ele disse, dando um soco forte no chão.
— Fmmf! — Furfrou o levou até Diego, soltando-o em seu colo.
Depois de subirem as escadas, Diego e Furfrou saíram do porão de uma casa antiga, o que era possível induzir pelo piso de tacos de madeira e os móveis embutidos. A sensação de familiaridade tomava conta de seus corações conforme andavam, passando pelos cômodos. Eles pararam quanto escutaram vozes vindo de um quarto.
— Ela não acorda há dias... Eu sinto que está em sofrimento — Diego escutou uma voz que conhecia muito bem, e uma de suas mãos alcançou o zíper de seu casaco como por instinto. Ele espirou para dentro do quarto.
— Não entendo como nenhum médico sabe o que está acontecendo — disse o loiro. — Você está fazendo tudo o que pode por ela, Flint.
— Pelo menos você está aqui comigo... Queria saber aonde está o Diego. Quem sabe ela reagiria se o visse?
O loiro sorriu para Flint antes deles irem até a janela. A visão liberou e Diego pode ver uma senhora deitada, de olhos fechados e coberta até o pescoço. Furfrou encostou a cabeça em suas mãos, recebendo um cafuné dele, mas aos poucos seu corpo descia recostado na parede. Ele abraçou os joelhos, deixando lágrimas correrem.
— Furfrou, você acha que nós podemos fazer isso? — Diego a perguntou com o rosto cheio de lágrimas. — Ir até o Tártaro e resgatar as portas... Ajudar a vovó a descansar, encontrar a Leuri, enfrentar Pheromosa.
— Frou... Couffrou! — Furfrou encostou a cabeça em seu peito e ele a abraçou seu rosto, respirando fundo.
— Eu vou jogar esse jogo, Yveltal. Por favor, me guie uma vez mais pelo além-vida, até o mundo inferior.
















































Ai desculpa, mas a Bertha morta me fez rir xD
ResponderExcluirE começou a história que, sinceramente, eu tinha mais curiosidade para ver o que ia acontecer e posso dizer que AMEI!
Comprando isto com o primeiro cap de Kitakami e pensar que os dois são escritos pela mesma pessoa revela muito da sua versatilidade para contar histórias diferentes e sem perder o seu toque único. Dá para ver que tudo o que toca, é seu, não tem como enganar.
Eu adorei que o Diego aqui não tava dando pra ninguém. Ele sempre foi o terceiro personagem da história, mas aqui assumiu seu papel como protagonista e devo dizer que, mesmo sem o Carbink, ele conquistou.
A história em si, as narrações, os diálogos, foi tudo muito bem estruturado e agora a sua ideia para a história começa a se desenrolar e já estou gostando do jeito com que está tratando a lore.
Com Lana, Kitakami e Necro entramos agora numa fase que remove a típica jornada e se concentra mais na história e nas jornadas pessoais de cada personagem e eu gosto disto, a sua história cresceu e evoluiu junto de si, se recusando a ficar presa na mesmice do costume. Celestial ainda está atrasada na cronologia, mas aguardo que consiga alcançar.
Palmas mesmo, bravo, tudo ficou mesmo muito bom. Agora cabe ao Diego fazer o que precisa para que a Bertha possa finalmente ir em paz!
Belissimo inicio de uma nova onde temos o Diego com um protagonista. To capitulo foi muito bem construído sem contar e cada hora que eu linha alguma fala ou descrição de alguma cena, sempre minha vinha alguma lembrança de algum anime ou outro e começamos a ver a jornada do Diego em busca da Leuri. Eu gostei bastante do capitulo e de como ele já começa e de como ele vai indo e ponto que destaco é o destaque maior para o Furfrou e fico muito feliz dele ter mais destaque aqui e esse capitulo me deixou bem animado pelo que vem por ai e desde já ansioso pelos próximos capitulos. #Continua
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