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DE - FI - NI - TI - VO
DESSA VEZ, VAI SER
DE - FI - NI - TI - VO
PRESTE BEM ATENÇÃO, NÃO VOU REPETIR, NÃO
VOCÊ NUNCA VIU NADA IGUAL, EU SOU ORIGINAL
AQUI É SÓ INOVAÇÃO, REPARE NO CARÃO
VOCÊ NUNCA VIU NADA IGUAL, EU SOU ORIGINAL
AQUI É SÓ INOVAÇÃO, REPARE NO CARÃO
PRESTE BEM ATENÇÃO
DESSA VEZ, VAI SER
DE - FI - NI - TI - VO
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Leuri e Serena estavam bem coquettes sentadas no balcão da cafeteria unoviana Starmiebucks, cada uma tomando uma bebida refrescante que tinha o nome delas escrito em caneta no copo, o que deveria justificar o preço elevado pela experiência única, mesmo que o de Leuri estivesse escrito errado. Faziam uma vídeo chamada com Grace, a mãe de Leuri.
— Uniformes laranjas e armados? — Grace imaginava ex presidiários após ouvir o relato do que aconteceu mais cedo no laboratório. — Tomem cuidado, vocês duas, que Kalos anda muito perigoso.
— É mesmo — disse uma senhora gorducha e muito maquiada sentada ao lado de Serena. Mal dava para ver seus olhos por trás das lentes grossas de seus óculos redondos. — Outro dia a Malva anunciou que Valerie foi assaltada à luz do sol, vê se pode!
— Quem? — Leuri levantou uma sobrancelha.
— Um horror mesmo, e a Diantha não faz nada! — Grace reclamou, bebendo do café que Fletchling tinha acabado de enfiar o rosto e sair depenado. — De qualquer forma, aproveitem o primeiro dia de vocês como treinadoras!
— Obrigada! — As duas responderam juntas, e Leuri encerrou a chamada.
— Meninas, eu vou no banheiro, não sumam! — A senhora disse e as duas concordaram.
— A Jandira é tão legal! — exclamou Leuri sobre a senhora que andava como um Prinplup se balançando. — Ela nem se incomodou que estamos gastando nosso dinheiro todo com coisas superficiais!
— Ela é a melhor, não sei o que seria de mim sem ela — disse Serena, olhando com carinho para Jandira ao longe furando a fila do banheiro do shopping. — Mas ei! Você já viu sua Pokédex? Eu estava dando uma olhada enquanto você exagerava a história para a sua mãe e descobri que tem todos os dados sobre a Fennekin!
— Deixa eu ver! — Leuri puxou o aparelho da mão da amiga como se ela não tivesse o dela. — Fennekin em montanhas, Fennekin em florestas... Estão até divididas por habitats!
— Parece que as especificações sobre elas mudam de acordo com o lugar de onde vieram, e a minha deve ter vivido numa floresta por algum tempo — Serena deu zoom numa foto de uma Fennekin comendo berries. — Veja, as Fennekin da floresta guardam um galho com elas, e eu reparei que a minha carrega um.
— Vou ver o que diz sobre o Froakie! — Leuri puxou a Pokédex dela, pesquisando sobre o Pokemon. — Pântanos, rios, lagos... Não parecem ter muita diferença.
— Talvez devêssemos soltar nossos Pokemon para conhecê-los melhor — Serena sugeriu e Leuri assentiu com a cabeça.
As duas pegaram suas Pokeballs e de forma desajeitada as lançaram para o alto para que se abrissem e liberassem Fennekin e Froakie sobre a mesa da cafeteria.
— Fokko! — Fennekin sorria enquanto já recebia carinhos de Serena.
— Fro? — Froakie entortou a cabeça, vendo Leuri deslizando o dedo sobre o visor da Pokédex.
— Fro? — Froakie entortou a cabeça, vendo Leuri deslizando o dedo sobre o visor da Pokédex.
— Oi, Froakie! Olha só, aqui diz que o Chespin é um tipo planta, por isso não pode aprender Ember — ela explicou, dando zoom no rosto da foto de um Chespin e rindo da cara dele. — Ainda bem que não escolhemos ele!
Enquanto Leuri continuava a explorar a Pokédex, Froakie a observava em silêncio. Serena reparou nas bolhas de espuma das costas dele borbulharem levemente, e franziu a testa.
Capítulo 3 - Mudanças e dilemas!
Azurill, o Pokemon bolinha, dos tipos normal e fada. Essa espécie gosta de viver perto da água. Move-se rapidamente em terra, impulsionando-se com sua grande cauda redonda.
Skiddo, o Pokemon montaria, do tipo planta. Considerado um dos primeiros Pokemon a viver em harmonia com os humanos, ele possui um temperamento tranquilo e pode se conectar através do contato com os chifres.
Pelo shopping, Leuri não parava de usar a Pokédex para identificar os Pokemon que encontrava. Numa fonte de Roselia que jorrava água pelos botões de flor, dois Azurill chamaram Froakie para brincar, mas um segurança acompanhado por seu Foongus vieram espantá-los. Encontraram também uma senhora montada num Skiddo, que parou para cheirar Fennekin, a deixando desconfortável.
— Leuri, aonde está o Froakie? — Jandira perguntou quando pararam para encher as garrafas num bebedouro.
— Leuri, aonde está o Froakie? — Jandira perguntou quando pararam para encher as garrafas num bebedouro.
Uma Ledian com um radinho para comunicação se aproximou voando, carregando o sapinho azul de Leuri.
— Dzzzian! — Ledian o entregou para a garota, reclamando com ela.
— Dzzzian! — Ledian o entregou para a garota, reclamando com ela.
— Ele deve ter grudado pelo caminho e ficou para trás — Serena disse, percebendo as patas de Froakie com folhas agarradas.
— É uma boa observação, Serena — Jandira pegou um pouco de água com as mãos no bebedouro. — Froakie tem a pele grudenta, por isso é importante que ele esteja sempre molhado para isso não acontecer.
— Eu não sabia... Me desculpa, Froakie — ela pediu ao sapo, que continuou com a mesma expressão indiferente.
Serena percebeu o silêncio desconfortável que ficou entre Leuri e Froakie após seu pedido de desculpas, então teve uma ideia.
Serena percebeu o silêncio desconfortável que ficou entre Leuri e Froakie após seu pedido de desculpas, então teve uma ideia.
— Vamos nos animar! — Serena abraçou a amiga, trazendo-a para perto. — Se agora somos treinadoras, precisamos estar abastecidas com Pokeballs e poções!
— É verdade!! É mais um passo até meu objetivo de capturar meu Fletchling! — Leuri exclamou, soltando Froakie de tão animada.
— Fokko? — Fennekin se aproximou do sapinho, que continuava com a espuma borbulhando, mas ele virou o rosto de lado não querendo falar com ela.
A loja que o grupo entrou ocupava uma esquina inteira da galeria, com paredes vermelhas e vitrines cheias de itens organizados por tipo e preço. Jandira foi a primeira a entrar, entretida com um atendente bonitão.
— Você está ao menos me ouvindo?!
Em outro setor do shopping, um homem de cabelos tingidos de laranja, usando óculos sem lentes reclamava sem parar com a mulher ao seu lado, esta loira com parte do cabelo também tingida de laranja. Ela o ignorava, fazendo poses para selfies com filtros num celular de mostruário.
— Que maldição! — Ele resmungou novamente, levando os dedos até a testa franzida. — Como que me colocaram com uma parceira como você? Se é que posso te chamar assim!
— Ai, fica quieto! — A mulher revirou os olhos. Também usava óculos falsos. — Está atrapalhando minha experiência, como vou decidir qual desses Poryphones vou levar?
— Não deveria levar nenhum, isso só te distrai da nossa missão.
— Se não tivesse quebrado o meu mais cedo, não estaríamos aqui perdendo tempo — respondeu, então fez sua escolha. — Vou levar esse aqui! Quero parcelar em 24 vezes, e pode colocar no nome do meu ex patrão que me demitiu por justa causa só porque eu estava assistindo showcase no intervalo.
— E você gostaria de fazer nosso seguro benefício? — perguntou o atendente sorridente.
— Sua... Eu não vou ficar aqui, sou melhor do que isso! — percebendo que aquilo demoraria ainda mais, ele balançou as mãos para cima e deu a volta na loja para ir embora. Sua parceira nem se importou em olhar para trás.
O homem saiu reclamando, e passou na frente de uma cafeteria sofisticada chamada de Café Soleil, onde ao lado de fora haviam várias mesinhas sob a sombra de guarda-sóis. Pessoas e Pokemon aproveitavam o ambiente para conversarem, trabalharem em seus notebooks e claro, tomar um bom café acompanhado por um macaron de cortesia.
Em uma dessas mesinhas, Augustine Sycamore já estava em sua segunda xícara de café que o mantinha acordado ao inibir seu cansaço de tantas horas trabalhando sem folga no laboratório. Lysandre o acompanhava, e foi ele a notar quando uma mulher disfarçada com um chapéu grande e óculos escuros sentou-se junto deles.
— Diantha, você... — Lysandre começou, mas a mulher o interrompeu com um "shhhh". — Oh, pardon pela falta de cuidado.
Em uma dessas mesinhas, Augustine Sycamore já estava em sua segunda xícara de café que o mantinha acordado ao inibir seu cansaço de tantas horas trabalhando sem folga no laboratório. Lysandre o acompanhava, e foi ele a notar quando uma mulher disfarçada com um chapéu grande e óculos escuros sentou-se junto deles.
— Diantha, você... — Lysandre começou, mas a mulher o interrompeu com um "shhhh". — Oh, pardon pela falta de cuidado.
— Não quero ser incomodada aqui, essa é minha cafeteria preferida e se descobrirem que eu frequento... — Diantha suspirou só de imaginar milhares de fãs pedindo autógrafos. — Enfim, problemas de uma Campeã, atriz, modelo, influenciadora bem posicionada e pioneira do veganismo, vocês não compreenderiam.
— Pois é! — Diantha pegou sua xícara da bandeja do garçom, e começou a mexer o açúcar com uma colherzinha. — Ela já aprendeu esse ataque mas não quer parar de assistir! Estou preocupadíssima, li que em Alola isso tem acontecido muito com as Oricorio psíquicas.
— Tenho certeza que o que Augustine encontrou vai distraí-la desse... problema — Lysandre cruzou os braços, sorrindo de canto para o tímido pesquisador descabelado.
— Vejam isso — Sycamore desenrolou um mapa sobre a mesa, enquanto Diantha e Lysandre quase colavam-se aos ombros dele para ver, o espremendo.
— É a forma da região de Kalos, sim? — Diantha analisou o papel envelhecido. — Está um pouco diferente... Por acaso seria do período anterior à grande guerra?
— Há uma possibilidade — Sycamore disse. — Quando visitei o acervo do castelo Shabboneau, ele me chamou atenção por um detalhe. Todo mapa organiza o território a partir do que é fixo, como cidades, estradas e fronteiras, mas este não. Ele não destaca nada, não hierarquiza, não existem orientações. Poderia se tratar de apenas um erro ou um rascunho inacabado... então eu pensei que poderia estar mapeando algo diferente.
— Como conseguiu acesso a ele? — Lysandre o questionou. — Mal deixam as pessoas verem o acervo do Shabboneau. Eu mesmo só tive alguns minutos e não pude ver tudo.
— Vou fazer melhor, vou mostrá-los.
Diantha franziu a testa, sem entender o que ele queria dizer, e ficou ainda mais confusa quando Sycamore ergueu um recipiente cilíndrico de vidro, selado por duas rodelas metálicas. Ele o abriu com cuidado e retirou de dentro um fragmento rosado, irregular, mas lapidado o suficiente para capturar a luz.
Ele inclinou o cristal para fora da sombra do guarda-sol. A luz do sol atravessou o fragmento e se refratou em um feixe mais denso, levemente tingido de rosa. Sycamore ajustou o ângulo até que o feixe atingisse o papel envelhecido.
Por um instante, nada aconteceu. Então, como se a superfície tivesse sido escrita com tinta invisível, linhas tênues começaram a surgir sob a luz. Pequenos aros se acenderam por todo o território de Kalos representado, alguns isolados e outros quase se tocando. Todos do mesmo tamanho.
— Bruxaria? — Diantha perguntou.
— É impressionante... — O brilho do cristal refletia nos olhos de Lysandre. — Esses círculos estavam escondidos nele o tempo inteiro.
— Não sei ainda o que significam, mas a minha teoria é de que esse fragmento do grande Sundial está nos mostrando o que podem ser as entradas do labirinto — Sycamore falou com mais entusiasmo, seus olhos pareciam maiores ao ver os aros brilhando no papel antigo. — Esse mapa pode nos levar até lá!
— Não é tão fácil assim, essas marcações não são precisas. Elas indicam regiões, não pontos exatos. Precisamos estudar mais e...
— Isso é lindo, Augustine — Lysandre o interrompeu, fazendo-o corar. Ele limpou uma lágrima com o canto do dedo indicador e apoiou o queixo nas mãos. — Nossa crença nessa lenda nos trouxe até aqui. Conte com o apoio dos Laboratórios Lysandre.
— Talvez a minha avó também se interesse — Diantha disse, um pouco receosa. — Se a Quasartico também apoiar a pesquisa, teremos mais chances.
— Excelente trabalho. Hoje é por minha conta! — Lysandre exclamou e Diantha bateu palmas, enquanto o Professor sorria olhando para o líquido escuro em sua xícara de café que espelhava seu rosto cansado.
Leuri, Serena e Jandira saíram da loja carregadas de sacolas com suas novas aquisições. Fennekin e Froakie vinham as acompanhando, mas o sapinho continuava mais alheio. Olhava para Leuri segurando uma Pokeball novinha, e ela falava tanto em capturar um novo Pokemon que isso já o irritava.
— Vamos fazer uma captura na floresta com toda certeza! Não concorda, Froakie? — Ela se voltou para ele, que virou o rosto. — Ahn?
— Vocês ainda estão se conhecendo, leva tempo para se conectarem — Jandira disse, encostando em sua cabeça.
Vendo Froakie acelerar os passos, Leuri observou suas bolhas de espuma borbulhando nas costas. Segurou a alça da sacola que carregava com mais força. Como eu posso querer capturar outro Pokemon, se nem conheço esse direito?
— AAAAI! — O grito fez com que parassem no meio do corredor da galeria.
O homem de cabelos laranjas estava caído sentado no chão, tendo escorregado no rastro pegajoso de Froakie. Ele ajeitava os óculos, irritado.
— Eita, desculpa moço! — Leuri pegou Froakie no colo, que se debateu para ser solto, mas ela foi mais forte.
— Deixa eu te ajudar! — Serena se aproximou dele, estendendo a mão, mas ele a empurrou.
— Você! — Ele apontou para ela, que não entendeu a reação. Levantou-se, ajeitando a roupa e puxando uma Pokeball. — Vamos batalhar agora! Já me irritei o suficiente por hoje e quero descontar em alguma coisa!
— Batalhar?! — Serena recuou.
— Vocês são treinadoras agora, devem estar preparadas para desafios! — Jandira incentivou.
— Electrike, vai! — Ele arremessou a Pokeball, liberando seu parceiro com os pelos faiscantes. — O que está esperando?
— Tem razão, não vou hesitar! Fennekin, preciso da sua ajuda! — Serena chamou pela raposa, que correu para sua frente mudando o semblante para a batalha.
Electrike lançou-se pelo corredor focando em acertar Fennekin. Algumas das pessoas que passeavam pela Galeria Lumière paravam para assistir a batalha que se iniciava, algo comum por toda a cidade de Lumiose.
— Fennekin, rápido, desvie!
Quando Electrike estava bem próximo, Fennekin lançou-se para o lado, desviando por um triz.
— Agora, Ember!
— Agora, Ember!
Antes de voltar a encostar as patas no chão, Fennekin aqueceu seu estômago e espirrou uma rajada inflamada que acertou o corpo de seu oponente, o derrubando.
— Levante, Electrike! — Ele pediu, e seu Pokemon se reergueu rosnando. —Vamos ver como se move depois de um Thunder Wave!
Arrepiando os pelos do corpo e deixando-os pontudos, Electrike conduziu eletricidade azul por seu corpo e a liberou em pequenos pulsos circulares que ultrapassaram o corpo de Fennekin.
— Fennekin? — Serena percebeu faíscas saltando nos pelos da raposa, que parecia travada no chão. — Use Ember!
— Fokko! — Fennekin não conseguiu mexer o corpo e as brasas sumiram em sua boca.
— Hah! Electrike, Thunderbolt!
Electrike arrepiou todo o seu corpo, que brilhou intensamente como se fosse iluminado por um raio-X, revelando até os contornos de seus ossos. Então, com um movimento brusco, um raio se desprendeu de seu corpo e seguiu pelo ar, acertando Fennekin.
— Com o Thunder Wave, sua Fennekin não vai conseguir se mover com nem metade da velocidade que tinha antes — ele se vangloriou, cruzando os braços com um sorriso provocante.
— Agora eu entendi, esse é o efeito de paralisia... — Serena entendeu, então vasculhou algo em sua sacola. Ela levantou um recipiente de spray amarelo. — Isso vai ajudá-la, Fennekin!
Após borrifar o spray em Fennekin, a raposinha se chacoalhou, levantando-se. Elas se olharam como se estivessem conferindo se aquela luta deveria continuar, e logo voltaram para suas posições.
Após um rosnado, Electrike voltou a correr contra Fennekin, que mesmo machucada estava firme nas quatro patas.
— Foooo! — Fennekin aumentou o tamanho de suas unhas, levantando as patas e arranhando o rosto de Electrike, interrompendo seu movimento e o fazendo cair.
— O quê?! — Ele tomou um susto com a velocidade de Fennekin, entortando os óculos, quando percebeu que o spray que Serena carregava era um anti-paralisante. — Electrike, levante e reaja!
Fazendo um arco no chão com suas patas da frente, Fennekin inclinou o corpo enquanto os pelos laranjas de suas orelhas crepitavam. Ela mantinha a boca aberta, num rosnado constante enquanto as brasas aglomeravam-se. Antes que Electrike pudesse levantar, ela disparou seu movimento numa bola de fogo um pouco maior que a anterior, e esta o envolveu deixando-o todo chamuscado.
— Droga, Electrike! — O homem o regressou, apertando sua Pokeball com força. — Só venceu porque eu estava irritado demais e não reparei que restaurou a paralisia da Fennekin!
Antes de mais algo, o homem correu pela galeria, deixando Serena e Fennekin para trás. A loira não entendeu bem sua reação, mas logo escutou o uivo de Fennekin e a olhou com as bochechas coradas. Enquanto ela se abaixava, Fennekin já saltava para seus braços, selando um abraço com risinhos felizes por terem conseguido.
— Foi impressionante, Serena! — Jandira aplaudiu, assim como as demais pessoas da galeria que pararam para ver a batalha.
— Elas estavam em sincronia, isso é demais! — Leuri também batia palmas, quando olhou para onde Froakie estava e não o viu. — Eh?
Procurando com a cabeça em todas as direções, Leuri viu ao longe Froakie virar um corredor. Ela estendeu um braço, mas não moveu os pés, ficando parada.
— O Froakie fugiu... — Leuri disse com a voz embargada, sentindo os olhos pesarem. — Eu acho que fiz a escolha errada... Não era para estarmos juntos, nem era para eu estar aqui. É melhor eu voltar para casa...
— Não diga uma coisa dessas, minha querida! — Jandira segurou em suas mãos, mas Leuri cobriu os olhos com as mãos. — Podemos procurá-lo, vou falar com os seguranças!
— Leuri? — A garota escutou a voz de sua mãe, e quando descobriu os olhos, viu Serena, séria, segurando seu celular numa vídeo chamada com Grace. — O que aconteceu?
— Eu não sirvo pra ser uma treinadora, meu Pokemon acabou de fugir de mim no meu primeiro dia! Eu acho que vou desistir e...
— Não vai, Leuri. — Grace falou firme. — Você acabou de começar. Não é porque não está funcionando agora que nunca vai funcionar.
— Talvez... Você que não esteja olhando tanto para ele — Serena disse, ainda segurando o celular. — Leuri, vocês precisam conversar!
— Diga a ele como se sente, ele vai fazer o mesmo — Grace complementou, e Leuri assentiu, esfregando os olhos.
Froakie corria sem entender por onde estava indo. Todos os caminhos pareciam iguais e as lojas imensas cheias de luzes fortes aumentavam sua vontade de fugir dali. Ele desviou para uma saída de onde podia ouvir menos barulho, e chegou até uma área verde. Lá estava a fonte de Roselia de mais cedo, mas sem os Azurill brincando na água dessa vez. Ele respirou com mais calma, mas suas bolhas de espuma continuavam agitadas.
Froakie arregalou os olhos quando sentiu que alguém cheirava seu traseiro. Ele saltou para trás, se deparando com um Poochyena. Logo atrás dele vinha um garoto baixo de bermuda, casacos azuis e cabelos castanhos penteados.
Froakie viu Poochyena passando por entre as pernas do menino, bastante confortável com ele. Ele então se aproximou, saltando para o lado dele no banco, mas sem fazer contato visual.
— Poochyena e eu estamos aqui há pouco tempo. É tudo tão diferente de onde viemos... Essa mudança de ares é estressante, mas também pode ser empolgante, não acha?
— Frooo... — Froakie olhou para a água caindo dos botões da Roselia esculpida em pedra. Ele suspirou, quando escutou um zumbido.
Froakie olhou a cena achando graça da garota desajeitada. O menino e o Poochyena que estavam ao seu lado haviam sumido, e ele estava sozinho no banco. Seu olhar encontrou o de Leuri, e os dois ficaram em silêncio, com o barulho da água da fonte de fundo.
— Froakie! — Ela estendeu o braço para ele, mas o viu virar o rosto e parou. — Não... Desculpa, podemos recomeçar?
— Fro? — Ele a olhou novamente. Agora, ela vinha mais devagar para perto, sentando-se ao seu lado no banco.
— Eu fiz tudo errado, não fiz? — Ela o perguntou, sorrindo sem jeito. — Estava tão animada para sair de casa e te conhecer... Acho que fiquei tão empolgada com tantas novidades que mal paramos para conversar.
Passando sua bolsa para o colo, Leuri vasculhou entre as coisas que levava e retirou um livro de capa preta com textura em relevo. Ela passeou a mão por cima da capa enquanto Froakie prestava atenção.
— Minha mãe disse que o meu pai lia esse livro todas as noites para me fazer dormir, quando eu era muito pequena. Eu não me lembro de nada disso, é claro — ela falou, e Froakie se aproximou mais. — É uma bíblia, cheia de histórias dos Deuses do Coronet, da Era dos Heróis, entre outras que muitos entendem como mitologia. Todas essas histórias sempre me fizeram sonhar com aventuras... E agora que estamos juntos, tudo pode ser realidade. Quero manter a promessa que te fiz, mas só se você ainda quiser estar comigo.
Pensando um pouco enquanto olhava para o livro, Froakie levantou o rosto, admirando Leuri.
As bolhas de espuma acalmaram-se em suas costas, e ele retirou dois pedaços, juntando-os e moldando uma estrela.
— Haha! — Leuri pegou a estrela de espuma, que se desmanchou em suas mãos. — Eu acho que entendi! Obrigada por me contar, Froakie!
O garoto do Poochyena observava por trás de uma coluna, sorrindo ao ver Leuri e Froakie se levantarem do banco e seguirem conversando juntos.
Leuri e Froakie reencontraram Serena, Fennekin e Jandira na saída principal do shopping, mas para a surpresa deles, Sycamore e Lysandre também estavam ali. Conforme se aproximavam, perceberam que uma batalha estava acontecendo.
— Use Slash — Sycamore comandou.
Um enorme Pokemon crocodilo que a Pokédex de Leuri identificou como Feraligatr concentrava suas forças nas garras do braço direito, que pareciam muito maiores do que o habitual. Fennekin estava cambaleando, e antes que Serena pudesse comandar, ela foi atingida e arrastada pelo chão de asfalto.
— Meu pai dispensou a Jandira! — Serena falou com irritação, e Leuri olhou para o rosto da velha cabisbaixa.
— Fennekin!! — Serena correu até a raposinha, regressando-a para sua Pokeball. Ela segurava a capsula com força, e voltou o rosto choroso e irritado para o pai, que encostou no braço de Feraligatr reconhecendo sua força.
— Meu pai dispensou a Jandira! — Serena falou com irritação, e Leuri olhou para o rosto da velha cabisbaixa.
— Está tudo bem, Serena, não precisa disso tudo — Jandira tentou sorrir, mas Serena negou com a cabeça.
— A única coisa que te interessa é essa sua pesquisa! — Serena apontou para o pai, que nem se moveu de tão cansado. — Você... não tem coração!!


Perdemos a Jandira, mas ganhamos muita lore nova. Este capítulo serviu muito e eu AMEI o retorno de Leuri na Pascoa em vez de Jesus.
ResponderExcluirAgora vemos uma Kalos do Davi influenciado por Z-A e com uma estrutura mais interessante do que o habitual começo que vimos da ultima vez que escreveu Kalos... e da anterior... e da anterior... e da anterior...
Enfim, o que eu quero dizer é que estou amando já esta versão definitiva de Kalos.
O Sycamore parece muito mais envolvido aqui e tem um plano em comum com o Lysandre e a Diantha, que ainda não revelou que a Ansha existe, provavelmente está em negação, eu também estaria... tudo parece ter um rumo mais definido e se ainda voltar a postar o próximo este ano eu talvez não me esqueça do que li aqui... mas o importante é que postou <3
Gostei de como o cap foi narrado e bem ilustrado, gostei do world build em torno de Lumiose. Gostei do contraste das relações das duas moças com os seus iniciais, como Serena já vence batalhas e Leuri nem entendia bem o Froakie e continuava obcecando no Chespin com Ember... enfim. Gostei deste capitulo, ele entregou muito <3
Nessa nem esperava por um capitulo novo de Leuri em Kalos Definitive Version Deluxe, foi realmente uma grande surpresa.Gostei das mudanças, da história personagens novos. Gostei dessa versão do Sycamore focadão em pesquisa e gostei da relação da Serena e a Leuri com o seus POkémon, resumindo o capitulo estava muito bom e gostei de todas as novidades e atualizações e ansioso pelos próximos capitulos <3
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